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TELETRABALHO X HOME OFFICE: OS ASPECTOS JURÍDICOS E PRÁTICOS

10 de dezembro de 2020

Marketing ANCEV

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      Em decorrência do avanço da pandemia da Covid-19 em todo o mundo e a consequente decretação do estado de calamidade pública em nosso país, as empresas, organizações e colaboradores tiveram, de forma extremamente rápida, que se adaptar a uma nova realidade, ou seja, mudar dos escritórios para o trabalho executado em casa, o chamado home office, com o intuito de preservar a saúde e dar continuidade à atividade econômica.

      Dessa maneira, o home office ganhou uma nova dimensão. Contudo, é importante diferençar, segundo a legislação atual, o que é home office e o que é teletrabalho. Você sabe o que caracteriza cada um? É isso que a gente vai explicar nesse artigo.

      O que é teletrabalho?

      A chamada reforma trabalhista (Lei 13.467/2017) inseriu no ordenamento jurídico a possibilidade do trabalho remoto ou teletrabalho. Em termos legais, a Consolidação das Leis do Trabalho, em seu art. 75-B, considera “teletrabalho a prestação de serviços preponderantemente fora das dependências do empregador, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por sua natureza, não se constituam como trabalho externo”.

      Nesse sentido, vale ressalvar que o fato de o empregado comparecer à sede física da empresa em alguns períodos, e lá prestar serviços eventuais, não descaracteriza a condição de teletrabalho. Convém destacar, também, que o simples fato de o empregado de forma eventual trabalhar em sua residência, não tem o condão de transformá-lo em teletrabalhador, pois nesse caso não existe trabalho de forma preponderante, isto é, fora da sede da empresa. Além disso, o contrato de teletrabalho é uma modalidade a ser convencionada no contrato individual de trabalho, sendo prevista a possibilidade de alteração entre o regime presencial e de teletrabalho, por meio da formalização em um aditivo contratual.

      Em termos legais, a CLT define que o teletrabalho é uma modalidade especial de trabalho, realizado a distância com o uso de novas tecnologias de informação, fora das instalações físicas da empresa. Portanto, três são as características do teletrabalho:

      1.  Trabalho prestado de forma preponderante, fora das dependências da empresa;
      2. Utilização de tecnologias de informação e comunicação;
      3. Não configuração de trabalho externo.

      O que é home office?

      Se o teletrabalho é uma espécie de atuação a distância, podendo ser realizado de qualquer local, na casa, hotel, espaços coletivos de escritórios, etc., o home office é realizado na casa do funcionário. A própria medida provisória do final de março permite a flexibilização das regras existentes para possibilitar a retirada de pessoas dos seus ambientes de trabalho, em decorrência da covid-19. Assim, o conceito de teletrabalho deve avançar, sob o prisma jurídico e, talvez, seja necessária uma adequação legislativa para incorporar a experiência e a aprendizagem a esse momento.

      Home office significa que o espaço de trabalho da empresa foi mudado para um escritório na residência do empregado. Ou seja, as atividades são exercidas em um local adequado na casa ou domicílio do funcionário. O home office, ainda, tem razões tanto econômicas quanto tecnológicas. A modalidade alivia a questão da mobilidade urbana e propicia economia de custos com transporte e o tempo gasto no trânsito pelo colaborador. Em relação à tecnologia, a própria transformação digital (plataformas, aplicativos e sistemas) ocorrida nas empresas permite que as atividades presenciais sejam modificadas e substituídas pelas virtuais. Já que o tema é muito denso, vamos exemplificar alguns aspectos positivos e negativos do home office:

      Pontos positivos

      – Melhor gestão de tempo;

      – Redução do absenteísmo;

      – Mobilidade urbana;

      – Preservação do meio ambiente;

      – Sustentabilidade;

      – Redução de custos imobiliários e de consumo, por parte das empresas.

      Pontos negativos

      – Isolamento social;

      – Isolamento psicológico;

      – Mistura de trabalho com a vida pessoal e familiar;

      – Maior quantidade de pontos de distração, gerando uma diminuição da concentração;

      – Mobília inadequada para execução das atividades laborais;

      – Perda de tempo com atividades fora do âmbito laboral;

      – Condições de trabalho;

      – Ambiente diferente do anterior;

      – Dificuldade de adaptação;

      – Mudança drástica de rotina.

      Diante de tais fatos e situações que estamos vivenciando em tempos de pandemia, a melhor decisão é avaliar as necessidades e possibilidades das empresas, organizações e colaboradores em se adaptar ao novo normal ou à nova realidade, encontrando um modelo de home office adequado, com bom senso, discernimento e equilíbrio.

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